Movimento dos Sem Terra (MST) - RS


Não há fronteiras, geográficas ou étnicas, que devam limitar as lutas contra a exploração do ser humano pelo ser humano.

 

Movimento popular nascido de lutas campesinas do final da década de 1970, no Rio Grande do Sul, que se consolidou na Ditadura Militar, contra as medidas excludentes e totalitárias do novo regime contra os camponeses e em prol do retorno da Democracia. Hoje, está organizado em 24 estados nas cinco regiões do país, em luta pela terra, pela Reforma Agrária e pelo socialismo.

Pelo histórico de concentração e improdutividade no Brasil, que remonta ao início da ocupação portuguesa, o MST considera sua gênese na luta dos povos indígenas contra a mercantilização e apropriação pelos portugueses da terra – bem comum, coletivo e da natureza. Assim, atuam em prol de garantir acesso à terra para todos os que nela trabalham, a posse e uso de todas as comunidades originárias, a utilização social e racional da terra.

O MST defende a Reforma Agrária como alternativa para as soluções dos graves problemas sociais do Brasil e como parte da construção de um projeto popular e soberano para o país, para um desenvolvimento nacional com justiça social.

Em oposição ao agronegócio exploratório de monocultura para exportação, seu atual programa agrário tem como base a produção agrícola a matriz agroecológica, pautado na pequena agricultura para a produção de alimentos para o consumo interno, combinada com um modelo econômico que distribua renda e respeite o meio ambiente, fixando as pessoas no campo. 

A Reforma Agrária é entendida, portanto, não como uma luta para beneficiar apenas os camponeses, mas uma forma de também melhorar a vida nas cidades, com a redução do inchaço urbano e a produção de alimentos sadios e acessíveis aos trabalhadores. 

Das diversas formas de luta que utilizam, a mais importante é a ocupação de terras, por meio da qual o movimento denuncia terras griladas ou improdutivas. Hoje há mais de 120 mil Sem Terra acampados próximos a grandes latifúndios, em 24 estados nas cinco regiões do Brasil. Essas famílias muitas vezes vivem acampadas durante anos, e se organizam coletivamente, numa estrutura participativa e democrática.

Cerca de 350 mil famílias já conquistaram a terra por meio da luta e da organização dos trabalhadores rurais. Mesmo depois de assentadas, as famílias permanecem organizadas no MST, pois a conquista da terra é apenas o primeiro passo para a realização da Reforma Agrária. 

O movimento possui uma complexa e estruturada organização, visando garantir sua atuação em um âmbito sistêmico de ações. Junto às famílias assentadas, desde a formação política à educação popular, um dos grandes pilares da ação do Movimento, passando pela garantia direitos básicos como saneamento, energia elétrica, acesso à cultura e lazer. 

O MST mantém meios próprios de comunicação para disputa contra-hegemônica da informação, desde sua criação, e estrutura jurídica e de direitos humanos de proteção e resistência ao processo de luta contra a criminalização e a violência que atinge os movimentos sociais. Além disso, através da organização de um sistema de produção baseado na cooperação agrícola, o MST possui hoje associações de produção, comercialização e serviços, cooperativas associadas e de agroindustrizalização.

O Movimento participa de articulações e organizações que buscam transformar a realidade e garantir direitos sociais. Nacionalmente, integram o Fórum Nacional da Reforma Agrária, da Coordenação dos Movimentos Sociais e de campanhas permanentes ou conjunturais. Internacionalmente, fazem parte da Via Campesina, movimento internacional que aglutina diversas organizações camponesas de pequenos e médios agricultores, trabalhadores agrícolas, mulheres camponesas e comunidades indígenas dos cinco continentes.

 

Vídeos Festiclown pela Terra

https://vimeo.com/178229757

https://vimeo.com/178237632

https://vimeo.com/179087724

 

Mais informações:

www.mst.org.br